Seminário internacional discute segurança alimentar em Brasília
Brasília, 16 de outubro de 2009 - 15h20

Como garantir a segurança alimentar em tempos de crise? Como garantir a produção de alimentos seguros e a dinâmica do desenvolvimento econômico? O Seminário Internacional sobre Sistemas de Inocuidade de Alimentos, que acontece nesta sexta-feira (16), Dia Mundial da Alimentação, em Brasília (DF), reúne cerca de 300 pessoas para propor reflexões sobre o tema.

Ter segurança alimentar consiste em ter garantido o direito de acesso regular e permanente a alimentos de qualidade em quantidade suficiente, aliado a práticas alimentares que promovam a saúde e que sejam sustentáveis do ponto de vista ambiental, cultural, econômico e social.

Fome, obesidade, doenças associadas à má alimentação e consumo de alimentos de qualidade duvidosa ou prejudicial à saúde caracterizam situações de insegurança alimentar, bem como a produção geradora de impactos ambientais predatórios, os preços abusivos e a imposição de padrões alimentares que não respeitem a diversidade cultural.

Segundo o representante da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), Gustavo Chianca, o mais recente relatório sobre segurança alimentar divulgado pela entidade aponta que 1 bilhão de pessoas sofrem de fome crônica em 2009, a maioria delas vivendo em países subdesenvolvidos. ?Nesse cenário ganham importância as ações que se preocupam com o acesso aos alimentos e também com a qualidade com que eles são ofertados?, defendeu Chianca durante a abertura do evento.

Inocuidade

O encontro discute os principais desafios que os reguladores enfrentam na atualidade e as tendências dos sistemas de inocuidade de alimentos, com a apresentação das experiências da Argentina e do Uruguai.

Um sistema de inocuidade alimentar é aquele capaz de garantir a produção e a oferta de alimentos seguros, livres de contaminação. Mas também está relacionado a outros fatores relevantes: ?é preciso considerar os acordos internacionais, as novas tecnologias de produção e os impactos ambientais, os riscos emergentes e a aplicação de estratégias para a redução de doenças relacionadas à alimentação?, lembra a diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Maria Cecília Brito.

?A resistência microbiana, os novos modos de produção e a mudança de hábitos alimentares são fatores diretamente ligados à inocuidade?, explica o consultor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Mauro Elkhoury.

Ainda na abertura do Seminário, pela manhã, o diretor do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Arnoldo Campos, lembrou a importância da agricultura familiar para o alcance da segurança alimentar. ?A agricultura familiar é responsável por quase 40% dos alimentos produzidos no país, reúne cerca de 13 milhões de trabalhadores e tem participação majoritária na cesta básica de alimentos do brasileiro?, pontuou Campos.

Os debates também são norteados pelas ?Cinco Chaves para uma Alimentação Segura?, da Organização Mundial da Saúde (OMS): manter a higiene, separar os alimentos crus dos mal cozidos, cozinhar muito bem os alimentos, mantê-los em temperaturas seguras e usar água tratada e ingredientes seguros.

Registros do Ministério da Saúde indicam que a maior parte das doenças transmitidas por alimentos ocorre nas residências e está relacionada ao incorreto manuseio e conservação dos alimentos nesse ambiente.

Seminário Internacional sobre Sistemas de Inocuidade de Alimentos

Quando : 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação

Onde : Sede da Anvisa, em Brasília (DF)

Horário : das 8h às 18h

Confira a programação

Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa



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